O que fazer, como lidar?
Quando a minha vontade é a de lamber o seu aroma
Morder suas articulações
Seduzir os seus olhos (olhinhos, olhinhos)
E dancar com o seu sorriso?
Você é a minha combinação favorita
Desse jeitinho que é
Em meio a tantos encontros, (olhando em todos os cantos), encontrei
Mas se você desaparece…
Quem vai renovar as mordidas que eu já sarei?
Seus sentidos me confundiram, me despertaram
Sinto o vento bater no meu rosto ensolarado
Tal qual um marujo, com tantos peixes no mar (vai pescar?)
Mas o que posso fazer, se o livro da tatuada-do-cabelo-estiloso
É aquele que quero devorar?
Uma epifania de mentirinha?
O meu tabuleiro caiu (se partiu, partiu)
Meu Deus, não posso acreditar!
E com todas as peças faltando
Encontrei aquela que cansei de procurar.
Me responda! Não olha pro céu,
Deixa a Lua pra lá… (luz do luar, do luar)
Olha pra cá, eu não vou piscar.
“O que não é pra ser nunca será”
Tudo bem, deixa estar.
Ah…
Pára!
Tudo bem nada! (Sacanagem, nunca é tarde…)
Com quem mais eu vou ser tão espontâneo
E ficar tão a vontade?
O impulso de te perseguir
Vai na contramão do “deixa pra lá”
O tempo passa, a saudade cresce
Então, me diga o que fazer!
Como lidar?
Há alguns anos eu coloquei na minha cabeça que queria trabalhar com animação. Assim como os quadrinhos, desenhos animados sempre foram uma paixão. Na época que resolvi aprender, eu estava super influenciado pelas coisas que os irmãos Piologo faziam no Mundo Canibal. Ao assistir uma entrevista dos caras, soube que era possível, mesmo com poucas pessoas (ou apenas uma pessoa, no meu caso) fazer animações.
Determinado e empolgado, comprei os livros deles que ensinavam a mexer no Flash, o programa que os irmãos utilizavam para montar tudo no computador. Desenhar eu já desenhava (meia boca, mas desenhava) e intuitivamente, sem saber muito bem, fui lá e fiz.
Aprendi o programa e fiz minha primeira animação (que desapareceu no limbo de algum hd formatado).
A minha segunda tentativa vocês podem conferir abaixo:
Dá pra perceber a falta de ritmo e como a animação não tem nada de muito, ahm, “animada”. E o que eram as vozes… Mas eu era jovem, destemido, influenciável e só Deus poderia me julgar!
O engraçado é que o “Capa & Espada” foi pensado para ser uma série. Eu tenho os roteiros de uma dúzia de episódios prontos que nunca vão ver a luz do dia. Tudo bem, faz parte.
Depois dessa, cheguei a fazer algumas outras curtas apenas pra testar técnicas e ver o que funcionava ou não.
A última animação que eu fiz chama-se “Tá no Rock é pra se FU%%#$” e pode ser vista abaixo:
Novamente, segue a mesma linha de humor do Mundo Canibal, mas acho que ali estava começando a ficar tecnicamente interessante. Eu já sabia o que fazer, o tempo e trabalho que cada coisa dava e já tinha um esquema de trabalho.
E como outras coisas na vida, com o tempo acabei deixando as animações de lado. Talvez um dia eu retome, quem sabe?
Abaixo, esboços das reformulações dos meus personagens do “Capa & Espada” para o segundo episódio que nunca foi feito:
Sexta-feira passada fui ao 4º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica, que aconteceu aqui em Campos. Era feriado, eu estava com tempo livre e resolvi dar uma conferida no evento, que ainda por cima era próximo à minha casa. Por que não?
E me surpreendi. Ouvir as histórias e causos que esses caras contavam, como o Charles Duke, uma das poucas pessoas a pisar na lua (ok, o homem foi MESMO à lua. Acabaram as minhas dúvidas) ou a do brasileiro Marcos Pontes com sua superação pessoal e seu trabalho como astronauta foi uma experiência e tanto.
Mas a apresentação que mais me chamou a atenção foi a mais curta daquele dia. O palestrante se chamava Mike Simmons e falou um pouco sobre o seu projeto (Astronomers without Borders) de levar a astronomia a diversos países , incluindo aqueles em que as pessoas não imaginam o que poderia ser um telescópio.
As histórias que ele contava e as fotos que mostrava do contato com essas pessoas e as expressões de surpresa, de se virem diante de algo novo, eram incríveis. A sensação de causar, de alguma forma, a diferença na vida de alguém é indescritível e emocionante. Sem comparação.
É perceber que tudo se trata do contato entres as pessoas, suas experiências e suas histórias.
Empolgado, espero que eu também consiga tocar as pessoas de alguma forma, contando as histórias das estrelas que estão brilhando ao meu redor.
Mais páginas estão a caminho!