Arquivos para o mês de: dezembro, 2006


A vida é feita de escolhas.Todos os dias, todos os segundos, para o bem ou para o mal.

Ao longo da nossa trajetória, eventualmente fitamos a encruzilhada das possibilidades, e antes de tomar a decisão de qual caminho seguir, tentamos vislumbrar o caminho que será deixado pra trás. Tentamos imaginar a outra passagem.

O momento em que assistimos ao filme de uma vida emulada em que ruidosos “se(s)” soam alto, abafando a sinfonia do “ser”, das certezas, numa gasta imagem em preto e branco.

As oportunidades perdidas. Os arrependimentos. Aquilo que não foi dito. O que não foi feito.

Nessa fabulosa versão caricata, vivenciamos tudo isso de uma maneira difente, só que dessa vez tomando a decisão correta, que nos levaria a um caminho inexplorado.

Como seria sua vida por ali?

O que você faria se pudesse ser um outro você?

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Domingo passado, estava no quarto lendo, quando comecei a prestar atenção ao berreiro na casa ao lado. A vizinha numa grande batalha, tentava dar remédio ao seu neto. O neto berrava, chorava, esperneava. Ela por sua vez, gritava furiosa pro menino ABRIR A BOCA.
Ela subia um tom, elezinho dois.

O remédio entrava, o pequenino cuspia.

Até que pelo cansaço, insistência (e ameaças de umas palmadas), o moleque cedeu e tomou o xarope vermelinho de morango. Ele não faz idéia, mas foi o melhor pra ele.

Não parece, mas esse texto é sobre design gráfico.

As vezes, essa postura se faz necessária, para nós designers.
Veja bem, não estou dizendo para que cheguemos ao cliente, com instinto matador e ódio no coração dizendo: “A melhor proposta é essa, ou você cala a boca e aceita, ou então o bicho vai pegar pro seu lado”. Nada de ameaçar palmadas!

E sim, depois de explicarmos quantas vezes necessárias, que fizemos pesquisa, que seguimos o briefing corretamente, para chegarmos à solução visual final para o seu problema específico, é a melhor possível. Explicar que nada ali é gratuito.

O cliente tem que perceber que o quê queremos é o melhor para o trabalho. Não perder tempo com joguinhos de ego e coisas do tipo: “essa cor é mais bonita que aquela outra.” (onde a “mais bonita” não faz sentido nenhum).

Quando você encontrar um cliente pirracento, dê a solução de aviãozinho que ele engole.

Uma hora eu teria que começar nesse mundo virtual.
Esperem sobre textos referentes à histórias em quadrinhos, animações, projetos de design gráfico e artes visuais. Tudo costurado com bom-humor e tiradas espirituosas. Ou não.

Simples assim.