Muito bem, quem nunca se sentiu sozinho no meio de uma multidão?
É mais ou menos assim que a vida funciona.
Uma hora você está lá, fazendo sua parte, mantendo essa engrenagem rodando pra grande máquina não parar.
Assim como você, eu sou apenas mais um no meio dessa bagunça toda, fazendo a minha parte.
Você e eu somos apenas mais uma engrenagem no meio de tantas outras.

Eu vou estar lá pra rir com você. Pra rir de você. E você fará o mesmo.
Eventualmente você vai se machucar. Vai por a culpa em mim, e as vezes ela até será.
Não que eu tenha tido a intenção de fazer algum mal a alguém como você, longe de mim…
Eu nunca vou ter a intenção de te causar mal algum.
Só que, como sabemos, de boas intenções o inferno está cheio.

Assim como você, eu acerto e erro, dou um passo pra frente e quarenta e sete pra trás. Uma conquista aqui e um monte de perdas acolá. Mas é a vida que eu e você temos que levar. Pra sempre equilibrando essa balança desigual, fazendo de tudo para os pratos não caírem.
Eu e você somos iguais.
Iguaizinhos.

Posso ser seu amigo.
Posso não ser mais seu amigo.
E mesmo assim daremos conselhos. Mas como todos sabem, conselhos não servem pra nada. Mas tanto eu quanto você, sempre, eu digo sempre, vomitaremos eles por aí, a torto e a direito. Regras que não servem nem pra nós mesmos, quanto mais para os outros.

Serei aquele que, com o tempo, verá os defeitos em você. E também com o tempo, você pode conseguir se aproximar de mim. Mas tenha cuidado, provavelmente você não vai gostar muito do que verá.

Em algum momento, você irá e eu vou ficar. Ou vice e versa. E talvez, possamos nos reencontrar lá na frente. Só que aí eu já não serei mais o mesmo. Nem você.

Por fim, nos tornaremos novamente mais um no meio de tantos. Sendo apenas mais um qualquer naquela bagunça toda, colocando a máquina pra funcionar.
Cumprindo nosso papel.
Engrenagens girando.
Sozinhos na multidão.
Cada peça no seu lugar.

O lugar onde uma pessoa, apenas uma, pode fazer toda a diferença.

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